
Eles eram em três... e sapateavam a rotina dos moradores próximos.
Dois meninos e uma menina.
Crianças com escolas particulares, com comida na mesa, com valores sociais e morais, de pais resolvidos, bem estruturados e com amor e diálogo contínuo.
Eram crianças mimadas e que, ao mesmo tempo, exibiam demonstrações de afeto e respeito aos limites impostos pelos familiares.
Entre as crianças?! Bem, você conseguia viver, magicamente, a infância esquecida – casa na árvore, jogo de amarelinha, algodão doce na esquina. Eram pequenos cristais dotados de beleza, de inteligência, de vigor e personalidade própria.
O fato foi que...
Com o passar do tempo aquele arco – íris da infância desapareceu em meio à poluição dos carros, dos rios, do ar...[Das influências]. A delicada e educada menina se fascinou com os químicos, com os ácidos, com as fumaças, que por sua vez, despertou interesses nos dois meninos - inicialmente ariscos as descobertas da amiga. Não demorou muita para que a antiga casa na árvore se tornasse local apropriado para fumar, cheirar e injetar alguns tóxicos.
Sensações?! Eles queriam mesmo experimentar o que o almoço do meio dia não era capaz de proporcionar... Alucinações!
O algodão doce da esquina, os desenhos animados de todas as manhãs, as cantigas de ninar, as travessuras, a corrida pelos jardins, as brigas e os carinhos medidos... Ficariam apenas em um canto vago da memória.
Os grupos de estudos, a dificuldade dos três na matemática, as agressivas paixões, as letras de Cazuza, os poemas de Neruda, os sons das guitarras deles, o suspiro do saxofone dela, as crises de risos e lágrimas...ficariam em uma caixa-segredo, guardada ao pé do armário da adolescência de cada um.
O que restaria?!... Talvez as ondas de suicídio, os assaltos diários, os conflitos emocionais, o abandono das ideologias, o esquecimento dos planos futuros, a força do vício, as péssimas confluências, a perda do amor próprio, da saúde do corpo. O desconcerto dos vizinhos, o desespero das famílias...
Certo dia, ouvi assim: não podemos evitar que os pássaros voem por cima das nossas cabeças, mas podemos evitar que se aninhem no nosso cabelo!
Cada um tem um jardim secreto dentro de si. Limite seus efeitos. O importante é compreendê-lo. Compreender-se!
Dois meninos e uma menina.
Crianças com escolas particulares, com comida na mesa, com valores sociais e morais, de pais resolvidos, bem estruturados e com amor e diálogo contínuo.
Eram crianças mimadas e que, ao mesmo tempo, exibiam demonstrações de afeto e respeito aos limites impostos pelos familiares.
Entre as crianças?! Bem, você conseguia viver, magicamente, a infância esquecida – casa na árvore, jogo de amarelinha, algodão doce na esquina. Eram pequenos cristais dotados de beleza, de inteligência, de vigor e personalidade própria.
O fato foi que...
Com o passar do tempo aquele arco – íris da infância desapareceu em meio à poluição dos carros, dos rios, do ar...[Das influências]. A delicada e educada menina se fascinou com os químicos, com os ácidos, com as fumaças, que por sua vez, despertou interesses nos dois meninos - inicialmente ariscos as descobertas da amiga. Não demorou muita para que a antiga casa na árvore se tornasse local apropriado para fumar, cheirar e injetar alguns tóxicos.
Sensações?! Eles queriam mesmo experimentar o que o almoço do meio dia não era capaz de proporcionar... Alucinações!
O algodão doce da esquina, os desenhos animados de todas as manhãs, as cantigas de ninar, as travessuras, a corrida pelos jardins, as brigas e os carinhos medidos... Ficariam apenas em um canto vago da memória.
Os grupos de estudos, a dificuldade dos três na matemática, as agressivas paixões, as letras de Cazuza, os poemas de Neruda, os sons das guitarras deles, o suspiro do saxofone dela, as crises de risos e lágrimas...ficariam em uma caixa-segredo, guardada ao pé do armário da adolescência de cada um.
O que restaria?!... Talvez as ondas de suicídio, os assaltos diários, os conflitos emocionais, o abandono das ideologias, o esquecimento dos planos futuros, a força do vício, as péssimas confluências, a perda do amor próprio, da saúde do corpo. O desconcerto dos vizinhos, o desespero das famílias...
Certo dia, ouvi assim: não podemos evitar que os pássaros voem por cima das nossas cabeças, mas podemos evitar que se aninhem no nosso cabelo!
Cada um tem um jardim secreto dentro de si. Limite seus efeitos. O importante é compreendê-lo. Compreender-se!
[autoria: Afani Baruffi]
Nossa amiga...impressionante..
ResponderExcluircom poucas palavras, vc conseguiu descrever a 'comédia/tragica' da vida...
que começa com embalares de ninares..e [tem] termina com os embalares de balas perdidas..vidas não resolvidas..e a busca por sensações mais...
Lindo amiga..
Darla..