
A tarde era fria e ele se apaixonou por mim!
Num estado assim: sem mesa posta, sem vinho de chegada,
Sem olhar de serafim!
E me exigia todo o dia, não apenas na sexta ou sábado,
ele se permitia...
Esquecer uma ironia para encontrar o pleonasmo!
No início nem liguei, continuei a caminhar pela rua,
Concluir a leitura!
Mas, nunca me ofereceu vodka ou cerveja,
dizia preferir meu perfume sabor
Cereja.
Me fez tantos enredos, confetes de circo, dores em risos,
ocupação do espaço!
Fez-se o calor, se fez também o frio, abriu-se de sol...
e ao entrar do outono prosseguiu ...
[Uma tarde de chuva que eu gostava de ouvir,
[Uma tarde de chuva que eu gostava de ouvir,
sem excesso de flores
sem tempo para medir]
Criou no beijo o milagre dos abraços! Me elogiou em fitas,
Me cobriu de laços!
[inadiável, de perder o rumo]. Cavou buraco, armou tesouro
[fez da minha tendência...vontades... em poeira, em ouro].
[Estilhaço]
Meu doce acaso.
Março!
[autoria: Afani Baruffi]
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