"Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada."
Confio
Dos jornalistas que se aventuram na literatura exige-se que levem uma vida dupla,
isto é, que usem duas canetas,
uma para os romances, contos e poemas,
outra para as notícias e reportagens."
José de Broucker - jornalista francês
Confio um brinde a simplicidade!
Para que seja sempre
a melhor atitude de sofisticação.
domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Rubem Alves
Não foi à toa que Adélia Prado disse que "erótica é a alma". Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: "continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?"
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
José Saramago
"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne,
e sangra todo dia."
e sangra todo dia."
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Pesquisa Pragmatismo - UPF TV
CANAL DE NOTÍCIAS - UPF TV
Jornalismo diário a serviço da sua cidadania.
Canal 4 da TV aberta - 15 da NET
Horários de Exibição:
12h 30min às 13h e das 19h 30min às 20h
QUANTAS VEZES VOCÊ OUVIU FALAR NA NECESSIDADE DE VALORIZAR A CAPACIDADE DE PENSAR DOS ALUNOS? DE PREPARÁ-LOS PARA QUESTIONAR A REALIDADE? DE UNIR TEORIA E PRÁTICA? ESSAS SÃO ALGUMAS REFLEXÕES DE UM ESTUDIOSO QUE INFLUENCIOU PENSADORES DE VÁRIAS PARTES DO MUNDO. É O QUE VOCÊ ACOMPANHA AGORA EM UMA REPORTAGEM QUE MOSTRA MAIS UM PROJETO DE PESQUISA DA UPF.
Jornalismo diário a serviço da sua cidadania.
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QUANTAS VEZES VOCÊ OUVIU FALAR NA NECESSIDADE DE VALORIZAR A CAPACIDADE DE PENSAR DOS ALUNOS? DE PREPARÁ-LOS PARA QUESTIONAR A REALIDADE? DE UNIR TEORIA E PRÁTICA? ESSAS SÃO ALGUMAS REFLEXÕES DE UM ESTUDIOSO QUE INFLUENCIOU PENSADORES DE VÁRIAS PARTES DO MUNDO. É O QUE VOCÊ ACOMPANHA AGORA EM UMA REPORTAGEM QUE MOSTRA MAIS UM PROJETO DE PESQUISA DA UPF.
domingo, 4 de julho de 2010
Mudanças de estado
Eu naturalmente sólida. Em dia aquecido, um corpo em sublimação.
Sentia minha mudança de estado insistindo no desnecessário. Peguei o primeiro vento que entrara ao encontrar a abertura da janela, só para ouvir o meu suspiro.
Respiro, teor de substância vaporizada.
[Todo o dia é exaustivamente igual. Condenso beleza e energia a rotina. Mas, ingrata ela me erotiza e depois me faz sentir nojo... feito cheiro de incenso. Acaba me desfazendo e me apaga quando, finalmente, acendo].
Hidrodinâmica vou ao bar. Encontro aquele alguém e me despeço em porém. O mundo a minha volta, conhecidos uns, amiga e amigos, não-conhecidos que nem questão faço; ligação no meu celular, mensagem linda, texto assinando saudade...
Solidifico e decido: quero ninguém. Volto à casa, salto alto, maquiagem, perfume vestindo vestido. Vou ao Moinho me sentindo o próprio - girando no olhar e na percepção do desconhecido. Mas, o vento é forte e o giro é rápido, logo, fervo de risos, garganta doendo, peço líquido. Quebro meu gelo, derreto de fora pra dentro, fusão cristalina.
Fico deslumbrando meu descongelamento, proposta de fuga, minhas mudanças de estado. Fuga essa que me leva as mesmas edificações da cidade, faz-me caminhar o mesmo caminho, cheirar a mesma poeira das ruas, esquinas e avenidas. Esbarrar nas repetidas conversas, nas cantadinhas engraçadas, nos homens de mesmo perfil. Mudança de estado que, na prática, não me reconhece em outra cultura. Pintura abstrata, ausência de humor na gravura, assinatura ilegível, uma indigente da tecnologia. Barbaridade, tchê!
Na física, o ambiente modifica a matéria. Pensei em me ionizar, tomar da coragem engarrafada, quem sabe tentar ser mais feliz. Quem dera... quanto mais eu pedia distância, no estado personificado, a fútil aproximação. Meu desejo não sabia mais distinguir o que era importante, então preservava tudo. Tentei trocar de fase,
Evaporar dali!
Isqueiro, fogo, cigarros se acenderam do meu lado..
Borbulhei nos líquidos. Nesse momento não prestei mais atenção em mim!
Era tarde, a noite ja tinha passado,
Ficou branca a visão
A madrugada chegava para aquecer o dia. Nova mudança de estado,
Ebulição.
sábado, 3 de julho de 2010
A proteção estava fragilizada e a fé acabou se perdendo em algum lugar da casa. O amor, por opção, prendeu-se no filtro colocado na cafeteira. Não era prioridade, por isso, ficou por ali mesmo, sem dar gosto a nada, muito menos ao café passado. Tudo muito político e racional. Prático, moderno, tecnológico, atual.
Não se ouvia mais música, nem mesmo aquela interior que resulta no som de um assovio. Os livros ganharam plástico para serem colocados na estante como decoração, protegidos do pó dos dias. Sentimento! Só se fosse aquele materialista, de construir, construir, construir - feito pedreiro; acumular, acumular, acumular - feito gente grande. Uma gente adaptada ao sistema. Condizente a ele.
Naquele mundo de preocupações e cobranças só se pensava em liderança, em ser mais e melhor, melhor e mais. Lutar mais, ganhar mais, trabalhar mais.
Que mundo! Mundo familiar...
Entre um café e outro, percebo o quanto isso não contagia, pelo contrário, estressa e é contagioso. Os aniversários se repetem, se repetem também as insatisfações, as ambições.
Gravo tudo - aúdio e vídeo, edito as imagens, coloco efeitos, filtro, dou cor e na finalização
me repito. Mas a vida não. Oferece-me apenas uma oportunidade. Oportunidade que não sei até onde vai me levar... E até quando será oportuna.
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