"E quando ali retornarmos. Verás que nunca nos fomos. Pois o lugar onde estamos
O lugar onde estaremos. É sempre o lugar que somos."
Tirou a roupa, e assim mesmo continuava sentindo o corpo apertado.
Tomou um banho. Deixo-se aliviar com a água, [higienizar os sentimentos].
Persistente nas decisões, no signo da personalidade e por dentro...
[incêndio de vontade, de medos, de horas e de atitudes incertas]. Indecisões...
Não saberia lhe dizer se antes de deitar optou por água, cerveja, uísque ou um vinho qualquer....
Já te falaram, caro leitor, que quando escolhemos os atos... escolhemos para sempre, e sempre?! [ se eles não duram para o resto da vida, bem... ao menos marcam eternamente].
Pois, também sinto um toque de pavor em não poder fotografar em grande angular, [com a precisão da observação] se antes de deitar ele pensou em dar mais uma chance a familia do futuro, aos sonhos, as promessas de um novo ano...[a dor e ao amor, a realidade].
Ninguém vive a inteira vida sozinho leitor, ninguém.
Há bares atrás, esteve diante de um copo com bebida alcoolica, e direito, mal podia beber. Estava lateralmente coagido por dois pares de olhos e não conseguia permancer neles, se não por alguns intantes. [Incômodo], era o que carregava física e interiormente.
Trazia no bolso os versos que ela escreveu para seus olhos. Quanto tempo.. quantos anos tinham? Ela quatorze, e ele quinze, e isso se deu em 1888.
O grafite da poesia falava em olhos verdes, e outro momento, quando o leu pela primeira vez, acreditou que fossem os seus próprios olhos. Engraçado, mas os olhos dele não chegavam a ser verdes, tinham mais a cor da folha quase seca do limão ou talvez o amarelo tenro das areia das praias de Laguna, revolvido pelas mudanças da lua, do vento frenético... que gingava os pesqueiros ao mar.
A voz do som ambiente não agradava completamente, mas a primeira música, em letra, pedia paciência [para essa vida que não para, que é tão rara, que acelera e pede pressa].
Chegou pensar que os versos, aos olhos verdes, não foram escritos para ele, porque afinal, seus olhos não tinham a cor descrita. Sabia em conhecimento que, embora ela escolhera se apaixonar por dezenas de homens e meninos, mesmo assim... voltaria a se perder em pele e perdição como nalguma preciosa recordação da infância.
E sentado, com os cotovelos sobre aquelas toalhas de mesa de antigamente, julgava que era preciso se abrir com os seus melhores amigos... [um pesar, porque nem a eles sentia confiança naqueles espaço de tempo e som]. Sensação de pimenta na garganta, do medroso gostar [coisas que lhe fizeram febre de manter a palavra para sair dali, somente... se fosse rumo a própria casa].
Naquele horário.. onde cada um pegou o destino da noite, cortaram suas asas de poeta. No fundo, ele necessitava mesmo era de um castelo que lhe oferecesse jantares para onde pudesse brilhar, com suas críticas espirituosas, diante de ministros, de generais, de músicos ilustres, de embaixadores. Diante do imperador e de outros poetas, pessoas que o pusessem no lugar das estrelas. Afinal, para que diabos uma pessoa estuda e trabalha tanto?
Mas, para aquele ano e naqueles exatos ponteiros de horas, a alma dele se perdia envolta na neblina que o dia não tinha. Indecifrável e sem pecado em castelos de nuvens.
Esfinge...
como, um segredo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário