Vejo-me em uma tarde cinzenta encobrindo a pele com o pó da noite que vem. Pó que permite ao meu corpo a textura aveludada, a certa, a capaz de plastificar as expressões do desequilíbrio, dos olhos, daquele porém.
No retoque final me anestesia. Faz-me adormecer em tom e em aroma, suavidade quente de um vinho tinto.
Nas antigas produções eu era mais confiante e concentrada. Mas o orgulho me fez perder um vasto tempo. Acontece, como tudo na vida... Aconteceu, portanto!
Antecipo o inverno e congelo as paixões. Todas. Desligo o celular porque quero paz
Antecipo o inverno e congelo as paixões. Todas. Desligo o celular porque quero paz
- pela manhã, pela tarde e pela noite...
Esfriou, Esfriei, Esfriaram.
Perto do pó, visualizo uma taça líquida com o conteúdo sólido de paz com amor. [A tonalidade é inexplicável, picante em sua inocência]. O cheiro é forte, sensual sem perder o ar delicado.
Por fim acabo é tendo muito trabalho, muito. Há uma escura distância entre o líquido e o sólido. E ela vem de repente...
Pode ser fantasia da minha realidade, mas não deixo de perseguir por inteira, a verdade.
Meu Deus, se soubesse, o quanto a vida me dói de vez em quando!
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